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24/10/2018 - Notícia

“Eu defendo a cota social. A racial, não", diz Bolsonaro

Na entrevista em que citou a série de investimentos que fará nos setores da Economia e do Turismo brasileiros, concedida à TV Cidade Verde, nosso candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, também abordou o tema das cotas.

As palavras do Capitão, no entanto, passaram a ser distorcidas pela mídia, como já é de costume nesta campanha presidencial. Na conversa com o jornalista Joelson Giordani, Bolsonaro mencionou a palavra “coitadismo”, ao fazer referência ao hábito de excessiva vitimização e segregação, promovido pela esquerda, com relação a determinados grupos.

Por acreditar na premissa de que todos devem ter direitos iguais dentro da sociedade, o Capitão se posiciona de forma favorável às cotas que beneficiam àqueles que, independente da etnia, têm menos recursos. Para Bolsonaro, as cotas são justificadas e justas quando não dividem a sociedade pela cor da pele, mas colaboram para a ascensão social. 

Durante a entrevista, Bolsonaro comentou que, no Brasil, há um exagero na crença de que o Governo deva interferir em quaisquer temas que envolvam os negros, os gays ou as mulheres. "Não tem que ter uma política pra isso. Tudo é coitadismo! Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino. Setenta por cento dos afrodescendentes que entram pela política de cotas são bem de vida. Você tem que ter uma cota social, onde você inverte isso: vai atender em 70% o afrodescendente pobre”, comentou, se opondo à lógica de distribuição atual do benefício.

Bolsonaro concluiu com uma fala que sintetiza a sua visão a respeito desta questão, e que é a visão de .
“Isso tudo é uma maneira de dividir a sociedade. Não devemos ter classes especiais por questões de cor de pele, opção sexual, por região ou seja lá o que for. Somos todos iguais perante a lei, somos um só povo, debaixo de uma só bandeira”, afirmou.