Por que Bolsonaro?

Em 1985, o Brasil voltou a ser governado por civis. Os militares se afastaram voluntariamente do poder, deixando-o a cargo exclusivo da mesma classe política que ainda hoje domina Brasília.

Apesar de as Forças Armadas terem feito muito ao país em apenas 20 anos, livrando-o do comunismo que assombrava o mundo e garantindo o regime democrático atual, sofreram injusta e impiedosa perseguição ideológica, fundamentada na mais atrasada e autoritária linha esquerdista, a bolivariana.

A primeira “grande conquista” dos “novos” tempos foi a Constituição Federal de 1988, que instituiu diversos ideais, via de regra impraticáveis, e direitos sem contrapartida, numa equação de difícil solução —todos têm muitos direitos e pouquíssimas obrigações. Não é assim que se constrói uma nação.

Figuras ultrapassadas àquela época voltaram à cena, com o visível intuito de tumultuar e desagregar, apesar dos discursos aparentemente democráticos e politicamente corretos. Leonel Brizola (1922-2004), por exemplo, foi o grande responsável pela escalada da violência carioca, assim como seus sucessores no cargo de governador do Estado do Rio.

E, pouco a pouco, as instituições formadoras de opinião —escolas, universidades, imprensa e classe artística— passaram a tocar uma nota só, transformando o país em um lugar avesso ao debate, onde se cultiva o inverso de qualquer sociedade civilizada. Perdemos o senso de autoridade, de justiça, de trabalho, de limites, de ordem e progresso. Hoje, sofremos com a relativização dos valores sociais, morais e éticos.

O direito à vida foi suprimido. Não nos é dado nem sequer o direito à legítima defesa —nem da vida, nem da propriedade privada—, visto que ele só pode ser exercido plenamente com o emprego de arma de fogo. A regra instalada é: aos marginais, tudo; à população, nada! Quem não estiver satisfeito que vá se queixar ao bispo! Ou contrate segurança particular e ande de carro blindado!

Agora, três décadas depois, como resultado desse cenário, a mesma classe política é desprezada pela população e não goza de nenhuma credibilidade. PT, PMDB e PSDB, protagonistas exclusivos dessa história recente, são os grandes responsáveis pelo descrédito e representam a corrupção (em níveis inéditos na história mundial), o corporativismo e a pusilanimidade que maculam a nossa trajetória democrática.

Tal fato coloca o país num triste e perigoso caminho. Afinal, não há como seguir na democracia sem uma representação política atuante e confiável, o que deve ser reconstruído o quanto antes, começando com as eleições de 2018.

Em resumo, a classe política atual se mantém dissociada da realidade, do pensamento e da vontade populares. Isolados em Brasília, insistem em olhar apenas para o seu próprio umbigo e em defender os próprios interesses.

E é nesse contexto que surge um capitão do Exército, detentor de mandato parlamentar por quase 30 anos, jamais envolvido em corrupção. Muito ao contrário, exatamente por preservar a alma íntegra de militar, sempre foi considerado o patinho feio do Congresso.

Incisivo, diz o que pensa, sem rodeios ou meias palavras. Reflete o pensamento e o anseio populares, como representante da maioria que já não suporta mais a canalhice e a baboseira da política tradicional.

O capitão representa o que há de mais verdadeiro e contundente contra o statu quo, contra o politicamente correto. Ele choca alguns por dizer aquilo que pensa, da mesma forma que encanta a maioria por esse mesmo motivo.

É hora de passar uma borracha no passado, pensar no presente e desenhar o futuro. É hora de valorizar o autêntico, o humano, que, entre erros e acertos, demonstra o firme intento de acertar e de fazer valer a voz das maiorias, sem detrimento das minorias.

É hora de abandonar a vitimização e assumir a responsabilidade pelo próprio futuro. É hora de acabar com maniqueísmos, de enfrentar a vida e de superar as dificuldades com integridade, seriedade e vontade.

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